Mercado de Balcão

O mercado de balcão é um segmento do mercado de capitais que realiza compras e vendas de ações fora da bolsa de valores. Por não possuir local físico para realizar suas transações, as negociações podem ser feitas diretamente entre as partes (comprador e vendedor) ou com a intermediação de instituições financeiras, mas tudo fora da bolsa.

Nesse tipo de operação, somente os participantes conhecem os termos do contrato, pois podem ser completamente adequados às necessidades específicas de cada parte. As particularidades de cada contrato dificultam sua negociação posterior.

Muitas empresas (bancos, companhias telefônicas...) utilizaram esse mercado para captar recursos financeiros de terceiros (de clientes da empresa) para injetar na companhia, aumentando dessa forma seu capital. Assim, entre 1950 e 2000, muitas pessoas compraram ações dessas empresas achando que estavam comprando produtos e não ações (ações são parcelas do capital social de uma companhia, ou seja, são fatias da empresa que possuem direitos e deveres).

Algumas dessas empresas não existem mais: ou encerraram suas atividades ou foram vendidas a outras companhias. Entretanto, as ações adquiridas pelos clientes (e também acionistas) não deixaram de existir, elas foram absorvidas por alguma empresa. E algumas dessas empresas também foram reestruturadas, mudaram de nome ou compraram outras companhias. De outra forma, as ações não tem uma data de validade, elas continuam valendo, só que estão vinculadas a outra entidade. Posteriormente, essas empresas também foram reestruturadas, mudaram de nome ou compraram outras. Temos o exemplo da Tele Norte Leste/Telemar, que comprou a Brasil Telecom e virou a Oi.

Essa forma de aporte foi extinta em 1997, mas aqueles que tinham ações de companhias telefônicas e não as venderam continuaram sendo acionistas, só que de outras empresas. Quem era acionista de operadora de telefonia fixa recebeu ações de telefonia celular do mesmo Estado.

Para as ações bancárias, temos o seguinte cenário:

Antigamente existia a chamada “venda casada” nos bancos, que consistia na vinculação de um produto ou serviço a compra de outro. Por exemplo: o correntista precisava de um empréstimo (ou financiamento, dentre outros serviços) e o gerente liberava mediante troca – o cliente teria que comprar títulos. Naquela época os valores desses papéis eram baixos e por isso eram deixados de lado ou esquecidos, não recebendo sua real importância.

Grande parte desses acionistas esquece que são possuidores de ações e para resgatá-las, há custos, prazo estendido e burocracia para liquidação desses papéis. Adicione a essa conjuntura: muitos bancos foram vendidos, passaram por fusões, cisões, reestruturações ou até mesmo faliram, e os papéis (ou ações) mudaram de custodiante diversas vezes. Temos o caso recente do Banco Bradesco, que dentre mais de 20 aquisições, adquiriu o HSBC.

Há ainda, casos de pessoas que receberam ações através de doações e/ou herança (“ações em espólio”) e não sabem que as tem ou seu real valor.

Em qualquer desses cenários, o Grupo Reno oferece o melhor serviço do mercado.